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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Casos


Ele levanta da cama com a incerteza do que fez.
Do ápice de uma parcialidade, espera.
Sim, continua esperando.
Fez fila de momentos parciais, pessoas parciais, lugares parciais, revistas parciais.
Porque o que gosta mesmo é de uma opinião só. Um lado.
E vai esperar o que for para encontrar isso.
“A verdade é sempre a sua, ou seja, aquela que você quer ouvir”, explica-me fazendo um paralelo à minha história.

20hs e a conversa ao telefone parece longe do final.
Ele me conta todos os motivos parciais porque desistiu dessa última - a terceira em quatro meses.
- Sabe, falta uma coisa diferente.

É. Faltam muitas coisas diferentes.

Mas ele, então, segue calado.
Sorrisos rápidos, grandes filosofias curtas e a distração na música.

- Você deveria ir a um show.

.
.

Olhei atrás da fila. 5 pessoas de distância e dois ingressos se encontravam.
Incrível a coincidência dos casos.



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

...


Lembro-me de um sonho em que eu visitava um vilarejo com muitos sapos. Foi estranho, porque nunca fui de frescura e ataques de nojo, mas gritava toda vez que via um. E ria. Gostava da sua cara de protesto para as minhas bobeiras e do abraço no final das contas. Os seus apertões eram sempre diferentes. Um para cada ocasião, porque quando eu chorava era sempre um mais doce, quando eu sorria era um mais forte e quando eu mordia o lábio era um furacão.

Lembro-me de um sonho em que eu andava entre borboletas. De várias cores. Todas elas sussurravam seu nome. Era engraçado, porque você sempre aparecia e sussurrava o meu. De acordo com o nosso grau de loucura instantânea, a risada saia sem entendermos porque. Você sempre me fez sentir uma fada brilhante entre cogumelos e estrelas cadentes. Por que com você, tudo sempre foi mágico. E os seus olhos não te deixavam mentir.

Lembro-me de um sonho em que o céu estava pink e que estávamos em uma canoa. Você tinha um radinho de pilha que era perfeito no momento. “Don't worry about a thing, Cause every little thing is gonna be alright”, enquanto o mar prata de pôr-do-sol refletia minhas mãos arrumando os seus cabelos. Eu os observava sempre. Ficavam cor de mel em ocasiões de puro romance, eu e você. Acho que eram meus olhos. (e agora meus risos)


O que incomodou, foi quando percebi que sim, você podia não ser mais parte de mim. Que sim, a minha vida continuou sem você. Eu consigo criar asas sem pensar que te deixarei para trás.


A sua mágica me fez entender que o meu amor próprio é o único perfeito. Nenhum mais.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Difícil



“Difícil não pensar, difícil é não querer gritar... Difícil olhar para trás, difícil é não te ver jamais...”


A esperança foi algo que ficou por muito tempo. Quanto? Não lembro.


Foram muitos... Muitos meses, muitos momentos, muitos erros... Pensar que fui perfeita é egoísmo, mas os maiores erros foram seus.


Sempre fingi que não gostava, mas perceber que você não faria mais parte da minha rotina foi a pior coisa que aconteceu. O disfarce caiu.


Após o telefonema veio as lágrimas e a insônia, junto c/ a insegurança de dizer para o outro que ainda gosto de você.


“Cada coisa que eu consigo, quero dividir contigo. Não vai ser fácil esquecer...”

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dieta do Amor

O Texto a seguir foi escrito em parceria por Luiza e Paula.



Acordei com a sensação crônica da burrice de todos os meus iguais: Ninguém sabe, e jamais saberá, como é que se faz para preservar o amor. Se subentendermos, então, que o amor tenha prazo de validade, poderíamos comparar o mais famoso sentimento do mundo como quem vai ali, no mercado da esquina, e compra doce de leite, salgadinho e a lasanha congelada.


A gente até tenta se precaver para tentar prolongar a existência do amor. Os químicos inventam novas embalagens a vácuo, sacos plásticos com fecho especial e mil formas de se manter em congelamento prolongado. Além, é claro, daquele monte conservantes que fazem mal (e a gente sabe que faz), mas que nos dão a sensação de um amor saudável e comestível.

Há táticas de avó que também podem ser consideradas infalíveis. Não adianta, por exemplo, experimentar o amor com a colher e depois voltá-la à panela. Acredite, azedará todo o amor que sobrou da receita. Ah! Guardar aquele amor antigo na geladeira prolonga o uso, mas faz perder o sabor. Nesse caso, cabe ao degustador saber se vale a pena ingerir.

E é para adequar-se a essa difícil realidade que algumas pessoas engolem de uma vez só todo o amor que podem. Mas estes, coitados, esquecem-se, que o organismo também descarta os restos mortais daquele amor ingerido às pressas. Algumas horas, um dia inteiro, dois no máximo. O amor vai embora do mesmo jeito.

Existem, também, os que preferem devorar aquele amor estragado, podre e fedorento a deixar de senti-lo dentro de si. Preferem o amor que provoca o vômito a amor nenhum. E essa pessoas o engolem, vomitam, agonizam e, por fim, acabam se alimentando desse mesmo amor outra vez e mais uma, e outra.

Se raspas e restos interessarem, existe ainda aquele amor que se espalha pelo chão, se derrama por toda a extensão do ambiente. Quem preferir tomar desse amor, terá que mastigar bem o orgulho, engolí-lo e, só então, abaixar-se e recolher do chão aquelas sobras sujas que tanto desejam, antes que tudo derreta.

Tem aquele amor caviar. Ninguém gosta, mas é uma questão de status. Esse amor é degustado no "hight societ". A verdade é que ninguém aprecia, mas engole para que outros admirem o bom gosto do degustador. Esse amores possuem um prazo de validade ainda mais curto, dura apenas o período da festa, depois, é só aguardar a reação imediata no organismo. Aquela repulsa incontrolável.


Aos saudáveis, vale o amor sem tempero algum. A falta do sal, por exemplo, evita problemas do coração. Estou falando daquele prato cheio de um amor morno e sem tempero. Amor sem graça, sem gosto. É claro que esse amor também perece, mas enquanto válido, pelo menos, não faz mal ao portador. Nem bem. Nem nada. E é por isso, que muitas vezes, esse amor é deixado de lado ou consumido simultaneamente com aquele amor salgado encontrado no fundo do armário.

Aos gulosos existem aqueles amores excessivamente doces, aquele amor envolto em chocolate, leite condensado e açúcar. Esse amor causa diabetes, engorda e faz mal. Mas é doce. Esse amor dá dor de barriga, e o prazo de validade sempre sobra. Normalmente, quem o consome logo se sente enjoado e acaba ficando até com vertigem. Mas não importa, esse é o amor mais doce de todos.


E mesmo com tudo isso, triste mesmo, é fazer regime de amor. É contar calorias e deixar de ingeri-lo. Assim como das proteínas, do cálcio, dos carboidratos e dos sais minerais, o corpo precisa do amor. E dificilmente alguém se manterá de pé se não consumir um amor de vez em quando. Ou, nesse caso, se não se permitir consumir pelo amor.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Melodia e letra.


Penso com carinho nos dias que preciso. Dias mais coloridos. Sem muito falatório, mas cheios de expectativas e sorrisos sinceros. Penso em como eles vêm e vão, e não permanecem. A dura realidade de dias frios e incompletos me fazem de palhaça, a ponto de parar de sonhar por segundos pelo que ainda quero. Você que não vêm, aquele que não vai. Outro que insiste em cutucar, mesmo que em silêncio. Penso naqueles que estão comigo diariamente e percebo que mesmo achando superficialmente que as rotinas são tranqüilas, no fundo sei que são como são. Como o meu eu. Com altos e baixos. Percebo que isso não me impede de tentar seguir em frente, comigo mesma, porque todos são assim. Cheios de ilusões (sim, ilusões) e dias felizes. A música toca alto nas caixinhas de som, presto atenção em cada detalhe, em cada troca de agudos e vozes leves e entendo como tudo tem um encaixe perfeito. Existem músicas que ainda não saíram do papel porque a hora não chegou. A minha hora chega assim que a melodia encontrar a letra.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu não sei na verdade quem eu sou !!!


"Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência."


(Teatro Mágico)

terça-feira, 29 de julho de 2008

a.G e d.G – A vida antes e depois do Google

Antigamente (há uns dez anos!) você fazia uma pesquisa no cade, depois no alta vista, depois no yahoo e por aí vai... Hoje você faz no Google e caso ocorra o imprevisto de você não achar o que procura você apela e vai a outro site, acho difícil achar em outro, mas… quem sabe né?

Segundos dados (Dados de onde? Dele mesmo, do G-O-O-G-L-E), um em cada seis habitantes do PLANETA TERRA é beneficiado hoje de forma vital e sem custo pelo Google, uma empresa que ganha a vida oferecendo produtos sem obrigar ninguém a comprá-los. É até curioso. Uma empresa que aumentou 1.000% suas vendas em cinco anos porque soube se aproveitar das regras do capitalismo, não impõe essa lógica mercantilista aos seus clientes. Não é preciso comprar, não é preciso clicar onde o site indica, não tem pop-up... Ai gente, são tantas qualidades...

Há quem tema que o Google possa dominar o mundo. Mas ó, por mim, que domine. Domina ae meu! Cada computador desse planeta, mantendo-o refém das suas soluções geniosas e gratuitas. Vamos abrir licitações. Deixar o Google dominar o poder público, os pedágios, as tevês por assinatura, T-U-D-O.

Querem ver como ele é demais?

Organizando uma viagem usando ferramentas Google, por Nina Kobayashi.
(essa dicas são baseadas nas minhas necessidades)

Preciso do nome daquele camping que o fulano me indicou em um lugar X: Google.

Agora, preciso saber como chegar, saindo do centro: Google maps. Me mostra distância, trajeto, opções e, de quebra, me avisa que a rua tal é contramão. Se quero ver em foto de satélite, tem também.

Opa, péra, preciso calcular o preço da diária pra cada um naquele lugar. E claro que eu, como boa estudante de jornalismo que sou, não sei fazer contas de cabeça. A calculadora do Windows deu pau. Escrevo na busca do
Google o cálculo. Igual no Excel, sabe? Deu!

Quero que toda a galera me ajude a montar a lista de compras da viagem. Entro no
Google docs, crio uma planilha virtual e todos acessam, de forma remota e simultânea, o mesmo conteúdo. A Naíma pediu coca-cola e trakinas, eu vejo aqui. Eu aumento a quantidade de cerveja. Todos balançam a cabeça, sinalizando um SIM. Quando limo a pinga, o Ternura faz que NÃO com a cabeça lá no outro lado da cidade.

E entre muitas outras ferramentas...

Google scholar. O motorzinho vasculha a rede atrás da palavra-chave em arquivos .doc ou .pdf. Busca no nome do arquivo e também pesquisa dentro dos textos.

Google movies. Você acessa coloca a cidade desejada e pronto, surge em segundos, todos os lugares que podem passar filme, isso mesmo, não são só cinemas, são museus, salas de cultura, ou seja, tem um projetor e uma programação o Google Movies mostra o local, o filme, as sessões!

Google tradutor... o Gmail, e gente, o Orkut... ai não posso esquecer né... rs

Eu devo estar esquecendo algumas até...

E ainda tem umas “manhas” pra facilitar a sua pesquisa.

Quero saber o que é CATUABA. Simples. Joga assim no Google assim ó: “define:catuaba”. [é sem espaço mesmo viu.]

E tchanãããã... sai a definição.

Ou quero procurar por chocolate, menos o branco...

Joga “chocolate –branco” [sem espaço também.]

Ai, obrigada Mauricio, professor de jornalismo digital (era isso meninas?)

Sem exagero, o título desse texto poderia ser algo do tipo "Google para presidente" ou "Google case-se comigo". Porque, né gente? Visualiza: você não paga um tostão – nada, nem impostos, nem taxa de manutenção ­– e basta seu computador estar conectado – que ele passa a ser governado por um motor invisível que o torna capaz de gerir as trilhões e trilhões de informações da internet, além de oferecer inúmeros outros serviços e ferramentas, inimagináveis há uma década e cuja ausência hoje, só de pensar, assusta.

Eu a-mo o Google!!!

E não é um amor cego, desses que a gente não consegue explicar. Esse é um amor racional, mas dependente e incondicional... rs

Eu amo mais o Google que a Madonna... nossa!

Que Santo Google do Senhor... meu zeloso e guardador... sempre me rege, me guarde, me governe e me ilumine. Amém!