sábado, 24 de janeiro de 2009
A Cerveja e o Vinho
As grandes paixões são bebidas assim, num só gole. Esvazia-se a lata de uma vez, porque se esquenta, ninguém bebe o resto. Fica ali, aquele fundo de lata que nem é mais tão atraente.
Mas há um outro tipo de amor. Aquele que ele não se permite beber com medo da dor de cabeça no dia seguinte. O amor que é como vinho. Envelhecido em barril de carvalho.
Aquele que fica na estante, numa linda e impecável garrafa que nunca é aberta.
Não falta a ânsia de abri-lo e bebê-lo todo de uma vez, mas a coragem. Uma vez arrancada a rolha, a bebida pode azedar. E ao tirar aquela relíquia da prateleira, corre-se o risco de perder o encanto da sala inteira.
Enquanto ele vira a lata de cerveja barata na sala com os amigos, olha pesaroso para o vinho na estante. Mas é menos trágico perder o fundinho de dezenas de latas a deixar que aquele precioso vinho azede.
Todos os dias, bebem-se muitos amores corriqueiros, com medo de se entorpecer do mais profundo de todos os sentimentos.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Notas de um amor urbano
*
Ela era uma dessas moças que, aos sábados, com uma bolsa pendurada no ombro, sobem ou descem a rua Augusta. Aos sábados quase sempre à noite, com o rosto um tanto amassado e com olheiras que nem pensou em disfarçar com maquiagem, acabam por revelar mais do que imagina. E quem olhar com atenção perceberá que dormiu mal ou bem demais, que bebeu na noite anterior, acabou de chorar ou qualquer coisa assim, sem muita importância. Costumam, elas também, usar jeans desbotados, sapatos de salto baixo e alguma blusa de seda crepe. Essas moças que, não se sabe se pela maneira altiva como fingem não ouvir as gracinhas que alguns dizem, ou se pelo jeito firme de segurar a alça da bolsa com seus dedos de unhas sem pintura, ficam a espera de um súbito encontrão de alguém que arrebatasse a bolsa para depois rasgá-la num terreno baldio e, decepcionado, com o dinheiro escasso, uma agenda de poucos compromissos, bilhetes de metrô e algum livro de poesia, fugisse atrás de mais sorte. Essas moças não olham para baixo nem para cima: com passo decidido, olham direto para a frente, como se visualizassem além do horizonte um ponto escondido para esses outros que passam quase sempre sem vê-las. Talvez sejam tantas e, se realmente o são, tão parecidas que, se alguém do alto de uma janela no Conjunto Nacional olhasse para baixo e as visse agora, poderia pensar ver só uma. Uma única moça: esta, com a bolsa velha pendurada no ombro, que depois de cruzar o Miranda começa a descer a rua Augusta em direção aos centro no sábado à noite.
*
Mas já que o mundo, apesar de redondo, tem muitas esquinas, encontram-se esses dois, esses vários, em frente ao mesmo cinema e olham o mesmo cartaz. Love kills, love kills, ele repete baixinho, sem perceber a moça a seu lado. And this is my way, ela canta em pensamento, na versão de Frank Sinatra, não de Sid Vicious, sem perceber o rapaz ao seu lado. E talvez porque rapazes e moças como ele e ela aos sábados à noite raramente se enfiam pelos cinemas, já que preferem o álcool em excesso, os dois se encaminham para as entradas em arco do espaço Unibanco. Olharam calmamente o cartaz de Fellini e, depois, trocaram olhares:Ele sorriu para ela, sem ter o que dizer. Ela também sorriu para ele e completou:
-A augusta parece Las Vegas, não?
- O quê? - ele perguntou sem entender.
Ela apontou para trás:
- O ambiente, las Vegas brasileira..
Surpreso, e meio bobo, ele perguntou:
- E você já esteve lá?
- Nunca - ela sorriu outra vez. - Mas não é preciso. Deve ser bem assim, você não acha?
- O quê? - ele, que era meio lento, tornou a perguntar.
- O ambiente - ela suspirou.
- Parece Las Vegas.
Ele sorriu também outra vez.
E concordou:- Sim, é verdade. Parece...
Nesse momento talvez ele tenha pensado em oferecer um cigarro a ela, em perguntar se já tinha visto aquele filme ou alguma outra dessas coisas meio bestas, meio inocentes ou terrivelmente urgentes que se costuma dizer quando um desses rapazes e uma dessas moças encontram-se com razões sexuais ou não. Mas como ele era mesmo sempre um tanto lento, não perguntou coisa alguma, não fez convite nenhum. Nem ela. Que lenta não era, mas apenas distraída. Ela então sorriu pela terceira vez, e já de costas abanou de leve a mão abrindo os dedos, e continuou a descer a rua Augusta. Ele também sorriu pela terceira vez meio sem jeito como era seu jeito, enfiou as mãos ainda mais fundo nos bolsos, coçou a barba por fazer e resolveu descer a rua Augusta.
Uns cem metros além, por associação de idéias nem tão estranha assim, talvez um deles tenha olhado para trás procurando quem sabe algum vestígio, um resto qualquer um do outro pela rua Augusta escura de um sábado a noite.
Mas ambos já tinham sumido por esquinas de ladeiras súbitas e calçadas maltratadas. Ao redor deles, luzes amareladas e vermelhas, prostitutas que dançam e bêbados que cantam. Não seria surpresa se no próximo segundo surgisse uma briga ou alguém cheirando pó, “Sim, Las Vegas brasileira”, Talvez tenham pensado, embora, de certa forma, eles nunca tivessem estado lá.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dieta do Amor
O Texto a seguir foi escrito em parceria por Luiza e Paula.
Acordei com a sensação crônica da burrice de todos os meus iguais: Ninguém sabe, e jamais saberá, como é que se faz para preservar o amor. Se subentendermos, então, que o amor tenha prazo de validade, poderíamos comparar o mais famoso sentimento do mundo como quem vai ali, no mercado da esquina, e compra doce de leite, salgadinho e a lasanha congelada.
A gente até tenta se precaver para tentar prolongar a existência do amor. Os químicos inventam novas embalagens a vácuo, sacos plásticos com fecho especial e mil formas de se manter em congelamento prolongado. Além, é claro, daquele monte conservantes que fazem mal (e a gente sabe que faz), mas que nos dão a sensação de um amor saudável e comestível.
Há táticas de avó que também podem ser consideradas infalíveis. Não adianta, por exemplo, experimentar o amor com a colher e depois voltá-la à panela. Acredite, azedará todo o amor que sobrou da receita. Ah! Guardar aquele amor antigo na geladeira prolonga o uso, mas faz perder o sabor. Nesse caso, cabe ao degustador saber se vale a pena ingerir.
E é para adequar-se a essa difícil realidade que algumas pessoas engolem de uma vez só todo o amor que podem. Mas estes, coitados, esquecem-se, que o organismo também descarta os restos mortais daquele amor ingerido às pressas. Algumas horas, um dia inteiro, dois no máximo. O amor vai embora do mesmo jeito.
Existem, também, os que preferem devorar aquele amor estragado, podre e fedorento a deixar de senti-lo dentro de si. Preferem o amor que provoca o vômito a amor nenhum. E essa pessoas o engolem, vomitam, agonizam e, por fim, acabam se alimentando desse mesmo amor outra vez e mais uma, e outra.
Se raspas e restos interessarem, existe ainda aquele amor que se espalha pelo chão, se derrama por toda a extensão do ambiente. Quem preferir tomar desse amor, terá que mastigar bem o orgulho, engolí-lo e, só então, abaixar-se e recolher do chão aquelas sobras sujas que tanto desejam, antes que tudo derreta.
Tem aquele amor caviar. Ninguém gosta, mas é uma questão de status. Esse amor é degustado no "hight societ". A verdade é que ninguém aprecia, mas engole para que outros admirem o bom gosto do degustador. Esse amores possuem um prazo de validade ainda mais curto, dura apenas o período da festa, depois, é só aguardar a reação imediata no organismo. Aquela repulsa incontrolável.
Aos saudáveis, vale o amor sem tempero algum. A falta do sal, por exemplo, evita problemas do coração. Estou falando daquele prato cheio de um amor morno e sem tempero. Amor sem graça, sem gosto. É claro que esse amor também perece, mas enquanto válido, pelo menos, não faz mal ao portador. Nem bem. Nem nada. E é por isso, que muitas vezes, esse amor é deixado de lado ou consumido simultaneamente com aquele amor salgado encontrado no fundo do armário.
Aos gulosos existem aqueles amores excessivamente doces, aquele amor envolto em chocolate, leite condensado e açúcar. Esse amor causa diabetes, engorda e faz mal. Mas é doce. Esse amor dá dor de barriga, e o prazo de validade sempre sobra. Normalmente, quem o consome logo se sente enjoado e acaba ficando até com vertigem. Mas não importa, esse é o amor mais doce de todos.
E mesmo com tudo isso, triste mesmo, é fazer regime de amor. É contar calorias e deixar de ingeri-lo. Assim como das proteínas, do cálcio, dos carboidratos e dos sais minerais, o corpo precisa do amor. E dificilmente alguém se manterá de pé se não consumir um amor de vez em quando. Ou, nesse caso, se não se permitir consumir pelo amor.
terça-feira, 29 de julho de 2008
a.G e d.G – A vida antes e depois do Google
Segundos dados (Dados de onde? Dele mesmo, do G-O-O-G-L-E), um em cada seis habitantes do PLANETA TERRA é beneficiado hoje de forma vital e sem custo pelo Google, uma empresa que ganha a vida oferecendo produtos sem obrigar ninguém a comprá-los. É até curioso. Uma empresa que aumentou 1.000% suas vendas em cinco anos porque soube se aproveitar das regras do capitalismo, não impõe essa lógica mercantilista aos seus clientes. Não é preciso comprar, não é preciso clicar onde o site indica, não tem pop-up... Ai gente, são tantas qualidades...
Há quem tema que o Google possa dominar o mundo. Mas ó, por mim, que domine. Domina ae meu! Cada computador desse planeta, mantendo-o refém das suas soluções geniosas e gratuitas. Vamos abrir licitações. Deixar o Google dominar o poder público, os pedágios, as tevês por assinatura, T-U-D-O.
Querem ver como ele é demais?
Organizando uma viagem usando ferramentas Google, por Nina Kobayashi.
(essa dicas são baseadas nas minhas necessidades)
Preciso do nome daquele camping que o fulano me indicou em um lugar X: Google.
Agora, preciso saber como chegar, saindo do centro: Google maps. Me mostra distância, trajeto, opções e, de quebra, me avisa que a rua tal é contramão. Se quero ver em foto de satélite, tem também.
Opa, péra, preciso calcular o preço da diária pra cada um naquele lugar. E claro que eu, como boa estudante de jornalismo que sou, não sei fazer contas de cabeça. A calculadora do Windows deu pau. Escrevo na busca do Google o cálculo. Igual no Excel, sabe? Deu!
Quero que toda a galera me ajude a montar a lista de compras da viagem. Entro no Google docs, crio uma planilha virtual e todos acessam, de forma remota e simultânea, o mesmo conteúdo. A Naíma pediu coca-cola e trakinas, eu vejo aqui. Eu aumento a quantidade de cerveja. Todos balançam a cabeça, sinalizando um SIM. Quando limo a pinga, o Ternura faz que NÃO com a cabeça lá no outro lado da cidade.
E entre muitas outras ferramentas...
Google scholar. O motorzinho vasculha a rede atrás da palavra-chave em arquivos .doc ou .pdf. Busca no nome do arquivo e também pesquisa dentro dos textos.
Google movies. Você acessa coloca a cidade desejada e pronto, surge em segundos, todos os lugares que podem passar filme, isso mesmo, não são só cinemas, são museus, salas de cultura, ou seja, tem um projetor e uma programação o Google Movies mostra o local, o filme, as sessões!
Google tradutor... o Gmail, e gente, o Orkut... ai não posso esquecer né... rs
Eu devo estar esquecendo algumas até...
E ainda tem umas “manhas” pra facilitar a sua pesquisa.
Quero saber o que é CATUABA. Simples. Joga assim no Google assim ó: “define:catuaba”. [é sem espaço mesmo viu.]
E tchanãããã... sai a definição.
Ou quero procurar por chocolate, menos o branco...
Joga “chocolate –branco” [sem espaço também.]
Ai, obrigada Mauricio, professor de jornalismo digital (era isso meninas?)
Sem exagero, o título desse texto poderia ser algo do tipo "Google para presidente" ou "Google case-se comigo". Porque, né gente? Visualiza: você não paga um tostão – nada, nem impostos, nem taxa de manutenção – e basta seu computador estar conectado – que ele passa a ser governado por um motor invisível que o torna capaz de gerir as trilhões e trilhões de informações da internet, além de oferecer inúmeros outros serviços e ferramentas, inimagináveis há uma década e cuja ausência hoje, só de pensar, assusta.
E não é um amor cego, desses que a gente não consegue explicar. Esse é um amor racional, mas dependente e incondicional... rs
Eu amo mais o Google que a Madonna... nossa!
Que Santo Google do Senhor... meu zeloso e guardador... sempre me rege, me guarde, me governe e me ilumine. Amém!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Sessão: DIA DO CAPETA
Melhor que quinta-feira 12? Não sei.
Zagalo que o diga.
Se a sexta-feira 13 dá azar, eu não sei. Só sei que dois mil e oito anos depois de Cristo estamos vivendo o dia mais medonho da estratosfera.
Ontem foi dia dos namorados, ocasião que comentaremos em outro post. Não vamos entrar nos méritos da data, requer um estudo sociológico sobre como as pessoas se comportam de forma ridícula. Algo como "Hoje vamos ao motel, por que todos os outros dias não DEU!"
Aí vem a sexta-feira 13!
Pimba! Belzebu mandou bem e colocou a sexta-feira 13 no dia de St. Antony. Santo casamenteiro e ( indiretamente ) padroeiro dos solteiros. Rimou.
No dia de Santo Antônio estamos instituindo o Dia do Capeta.
Se você, depois de muito sofrer e pedir a todos os santos uma ajuda, resolveu fazer promessa pra Santo Antônio logo agora, eu informo que você se fodeu.
E vem cá, ontem foi dia dos namorados, você estava sozinho. Culpar o santo é mancada. Pedir ajuda é pior ainda. A merda já tá feita, o pior dia já passou, o jeito é seguir em frente.
O Santo tá lá, cuidando da vida dele, e você quer que ele resolva sua vida? Pára né!
Se o Santo nunca te ajudou, quem dirá HOJE?
Perdeu!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Sobre amores, doces e dores de barriga...
Esperou 20 minutos, foi até a panela de pressão, desligou o fogo e esperou até que pudesse retirar a lata de leite-moça que ali estava em banho-maria.
Assim que a panela esfriou, retirou a lata. Floriana pracisava esperar mais um pouco, agora para que a própria lata esfriasse. Lembrou-se que se sua avó estivesse ali, ela recomendaria mais uma espera, para não comer o doce quente.
Floriana tinha dores de barriga quase todas as vezes que ingeria brigadeiro ou doce de leite quentes. Não se importava. O prazer de comer o doce quentinho enquanto estava com vontade era compensador.
Floriana acabara de ver que o amor é um imenso pote de doce de leite. O banho-maria, a pressão, a ansiedade de abrir a lata, o prazer de degustar e, sim, muitas vezes a dor de barriga.
Mas Floriana tinha uma certeza: a degustação de uma colherada valia um dia inteiro com a dor de barriga.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Uma mulher de quase trinta anos com algumas coisas para ensinar
Posso ser dura, mas não sou burra. A vida é muito mais do que meia dúzia de palavras bonitas, e um dia, eu tenho fé que um dia todas as mulheres aprenderão uma receita básica. E o dia que isso acontecer dominaremos o mundo!
O caminho é diferenciar amor de excitação, ilusão de realidade, paixão de obsessão, e outras coisithas mais.
A ditadura dos homens na sociedade acabou. Por séculos perdurou uma cultura patriarcal sufocante, hoje podemos viver de igual, e, no entanto ainda vejo minhas amigas sofrerem. Se matando para envolver homens em jogos de sedução. Meninas, se esses cachorrinhos sem dono soubessem do nosso poder, iriam se curvar aos nossos pés todos os dias.
Temos que diminuir nossos problemas, isso é fácil. Não se trata de guerra declarada, apenas truques, vamos trocar experiências, manias, roupas e dicas, as coisas são mais simples do que parecem.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Ah, essa infeliz capacidade de ser infeliz.
Dizer que é feliz não cai bem.
Não soa, não se entende.
Então melhor a tristeza.
Soa, e se entende.
É fácil lidar com ela.
Se ensinaram que vida é difícil e complicada, por que a minha seria fácil e descomplicada?
"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam."
Clarice Lispector
Desculpe-me por não ouvir nas músicas as desgraças que todos ouvem.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Eu conheço uma teoria que...

Ó sim... apresento a vocês, a primeira teoria de uma série de posts que faremos sobre essas análises doidas da vida. É, pois é... Hoje iremos analisar as mulheres, a chapinha e os Gremlins, e que fique claro, eu ainda não sou doida!
Quem não se lembra dos famosos Gremlins, aquelas coisinhas estranhas do filme que cansou de passar na Sessão da Tarde. Ainda não consigo definir se eu os achava fofinhos ou verdadeiras aberrações, cara... eles eram bem freaks... mas davam aquelas piscadinhas meigas e eu já me imagina carregando meu querido gremling, que eu chamaria de Madonna, ou talvez por algum dos nomes das Spice Girls (era a época gente...), dentro da minha bolsa rosa com penduricalhos...
Criados por um chinês doidão, que levou uma grande passada de perna do neto, um pilantrinha idiota, os gremlings foram para na mão de uma criança ocidental, que não deu a mínima para as 3 instruções básicas para manter um bichinho daqueles.
1- Nunca coloca-lo exposto a luz forte ou luz solar
2- Nunca alimenta-lo depois da meia noite
3- Nunca molha-lo
Agora vamos a grande luz que eu tive por esses dias.
Mulheres e Gremlins, o que eles tem em comum?
1- A luz.
Cara, eu acordo todos os dias puta da vida de ter que sair debaixo do meu edredon quentinho, do meu pijaminha confortável,e mais do que isso... de ter que acordar para ir trabalhar. Aí eu vou tomar um banho, escolher uma roupa, engolir alguma coisa em 5 minutos, porque depois de escolher a roupa, eu COM CERTEZA estou atrasada.
E ao botar meu pezinho para fora de casa, aiiiiiii vem ela com toda a força de sua existência... a LUZ! Porra, procuro desesperadamente meu óculos escuro na bolsa, e demora um pouco, pois a minha bolsa está cheia de bugigangas... e então enfio eles rapidamente na cara... ai que beleza, já repararam que quase todas as pessoas ficam lindas de óculos? É... as maravilhas do óculos escuro, que te deixa uma diva... mas isso é assunto para outro post desta série. E eu sei que eu falei, falei e vocês ainda não acharam a semelhança disso tudo com o Gremlin.
Errrrr! Gremlins expostos a luz podem morrer! E de manhã, aquela luz, meu mau caratismo matinal... vixe, isso pode ser fatal.
2- Comida depois da meia-noite.
Mulheres que vivem de brisa e salada são mulheres infelizes... Essa coisa de ter que fazer regime deprime a cidadã! É um pé no saco... vc está lá, louca para comer um maldito de um chocolate e não pode... Depois da meia-noite então... aí não faz a digestão direito, você acha que vai engordar ainda mais... e virar um monstrinho, assim como os Gremlins quando comem depois da meia-noite. Puta perigo.
3- A água.
É... esse é o tópico mais importante. Chapinha não deve ser molhada NUNCA!
Ai que lama... você passa a vida lá, alisando seu cabelo que parece te odiar, puxa daqui, puxa dali, até eu que sou uma pseudo-japa sofro desse mal... e como sofro. Aí vem uma chuva filha da puta, às vezes uma chuviscadinha apenas, essas são as piores, não molham por inteiro, e você vai gradativamente virando um tufo ambulante. Complicado.
Aí você começa a ficar puta da vida, muito brava mesmo! É obrigada a fazer um rabo-de-cavalo, ou um cóqui, ou uma trança, e faz o que com a franja? Ahhh é um grande estress... Pronto, qualquer motivo é uma razão para esganar alguém, homens principalmente, os homens deveriam de privar de nascer com cabelos lisos sabe, eles não dão valor algum para isso... Nem ligam!
É... acabou! Agora devo estar parecendo uma louca... mas insisto, são teorias apenas, e Einstein era cheio delas...
Por isso, para os homens que lêem isso aqui, eu sei que vocês andam lendo, tratem bem dos seus Gremlins, vai que eles resolvem virar monstrinhos e cortem seus pipis fora?
Rsrsrs...
domingo, 20 de abril de 2008
Das teorias sociais para o conhecimento humano
O que fOde a vida é o já que.É uma pena que o já que seja algo sem explicação, é preciso sentir, viver, experenciar. O já que é algo produzido exclusivamente para nos fOder. Introduza o já que em suas frases e atitudes e perceba o quanto ele tem fOdido sua vida.
E já que estamos aqui, vamos ver como é o babado:
- Já que minha conta estourou, pode passar no débito.
- Já que o celular ta bloqueado, vou deixar mais uns dias sem pagar.
- Já que me esqueci da bina do Orkut e entrei no perfil de quem não devia, vamos ver as fotos!
- Já que as fotos e scraps estão bloqueados, vamos ver as comunidades que é o que nos resta.
- Já que ta tarde e eu não fui dormir ainda, vou ficar mais um pouquinho.
- Já que tá tudo uma bosta, deixa assim.
- Já que to tenho muitas faltas, vou pro bar mais uma vez.
- Já que to no Shopping vou comprar alguma coisinha inha!
- Já que comprei uma coisinha inha, vou comprar outra.
- Já que meu cartão de crédito estourou, vou comprar na Renner.
- Já que a Renner estourou, vou de C&A.
- Já que tenho cartão das duas lojas de moda feminina mais conhecidas, que mal há em fazer um na Marisa e na Riachuelo?
- Já que vou parcelar, parcela em 4x!
- Já que ele não me quer, venha o que vier.
- Já que sai do regime, vou comer um chocolatezinho! ( em nome das amigas que sofrem com isso! )
- Já que temos que falar de homens, afirmo que são todos uns pau no cu!
- Já que to nervosa, eu falo palavrão MESMO!
não tem fim...
Em linhas gerais, já que to fOdida...vou me fOder mais um pouquinho!