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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu não sei na verdade quem eu sou !!!


"Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência."


(Teatro Mágico)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Saudades

Vivo para ser feliz,
Sonhava em ser atriz,
Tenho uma cicatriz,
Éramos assim.

Crianças engraçadas,
Que andavam descalças,
E brincávamos na calçada,
Nunca nos preocupando.

Agora queremos sempre mais...
Mais amigos, mais perigos,
Mais amores, mais cachaça,
Mais risos e mais sonhos.

E também queremos menos...
Menos problemas, menos desilusões,
Menos violência, menos carências
E menos mentiras.

Sonhos bons, sonhos meus,
Que buscam quem está longe.
Música de saudade,
Saudade daquela idade.

O que passou, passou.
Já foi e já era.
Assim é o começo de várias primaveras
E o fim de vários invernos.

Estações do ano que vem e vão,
Passam, mas voltam.
Diferentes da idade
Que vai, somente deixando saudades !!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Calendário Poético.


Já se passaram os dias rasteiros. Janeiros.
E o calendário parece nunca chegar ao fim. Inícios sim.
Natal caiu em fevereiro. É carnaval o ano inteiro. Mais um mês passageiro.

As águas de março vão passar . A certeza de amor mal vivido já atormenta o meu pensar.
Um abril despedaçado. E o ritmo do coração segue com-passado.
E maio chegou ao final. É o que será de nós afinal?
Já não nos vemos mais. É hora de se mover e viver sem olhar pra trás.

Você parece uma estrela que brilha como duas no frio das noites de junho.
E no meu peito acende a fogueira. Faço mais esse rascunho.
Não posso ver o meu futuro nesses seus olhos escuros. Então fico contigo. Pra sempre abraçada, até acabar a madrugada e amanhecer em julho.
O próximo mês em que mergulho.

E quem sabe se ainda virão as tarde molhadas de agosto.
Ou a independência de setembro.
As árvores despidas de outubro.
Talvez um doce novembro.

Sem promessas vamos atravessar dezembros.
Sem ligar para esses dias que vão passando assim, saboreados devagar.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Rosana

Do tipo que grita, do tipo que chama.
Essa é Rosana.
Um pé na realeza, dois braços na lama.
Misteriosa Rosana.
Às vezes tímida, tantas outras, tirana.
Vadia Rosana
Caía das nuvens, direto na lona.
Inquieta Rosana.
Gosta da rua, adora uma cana.
Translocada Rosana.
Do tipo que bate, do tipo que apanha.
Deliciosa Rosana.
Escutou a profecia, de uma velha cigana.
Esotérica Rosana
Aquela velha história da mulher que se engana.
Inocente Rosana.
Procura nas ruas, o homem que ama,
Sugestionável Rosana.
Encontra um rapaz, boa pinta e bacana.
Palpitante Rosana.
Se aproxima do alvo, suas mãos de porcelana.
Vivida Rosana.
Alisou os cabelos, soltou um sorriso sacana.
Sensualissíma Rosana.
Apertou-o nos braços quanto atingiu o nirvana.
Libertina Rosana.
Acordou meio tarde, sozinha na cama.
Abandonada Rosana.
Chorou feito louca, fez de tudo um drama.
Escandalosa Rosana.
Voltou à vidente, com sua raiva insana.
Impulsiva Rosana.
Agüentou mais um tempo na novela mexicana.
Esperançosa Rosana.
E como tudo deu errado, voltou a vida mundana.
Devassa Rosana.
Desistiu do amor, focou-se na grana.
Interesseira Rosana.
Voltaria a ser puta, ministraria a velha fama.
Mulher da vida Rosana.
Mas conheceu Bidu, mãe de santo baiana.
Insistente Rosana.
O mesmo erro, a mesma trama.
A sua sina é ser sozinha, Rosana.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

NASCER

Nasce um filho e junto nasce uma mãe;
Nasce uma amizade e junto nasce a confiança;
Nasce um amor e junto nasce o prazer;
Nasce o frio e junto nasce o abraço quente;
Nasce o som e junto nasce a vontade de dançar;
Nasce o poder e junto nasce a discriminação;
Nasce a notícia e junto nasce a curiosidade;
Tudo é conseqüência.
Tudo nasce sem eu perceber.
Sempre distante do que acontece. Longe do que meus olhos querem ver.
Assim vivo no mundo pequeno (do meu tamanho), onde nasci e morrerei sem saber exato o que é viver.




terça-feira, 13 de maio de 2008

Busca.


O silêncio de uma noite gelada e musical, é o teu,
aquele que balança a positividade que a música proporciona
e transforma minha esperança por tempos melhores,
em dias que não posso mais esperar por você.

A quantidade de expectativas,
caminhos tortuosos de uma menina-mulher que o amor espera,
mulher tão vivida em certas coisas, tão entendedora de si mesma,
menina tão insegura, cheia de planos e sonhos.

Eu que acredito, que o amor só dá rasteira,
que engana, que machuca
Sei que ele surpreende.


Eu que busco um encontro com uma nova aventura,
em um novo mundo de sentimentos novos
com prazer, sorrisos, beijos intermináveis,
formigamentos e dores ansiosas na barriga.

Agora me sinto forte para encontrar.
Tento expulsar a frustração do meu corpo,
enquanto ela se esforça para permanecer
numa luta sem fim.

Só espero que eu não abra a porta da minha sala
e te encontre com um sorriso convidativo,
esse que não me pertence mais.

domingo, 27 de abril de 2008

Sobre Janelas, Viradas e Isabellas


Para os avós, viraria santa,
Mas tios nem a viram crescer
Alguns amigos achavam que ela viraria referência nacional,
outros tantos continuavam a afirmar que ela só sabia mesmo era virar-a-casaca.
Com os pais virou o bicho.
E pra subir, viraria quatro doses.
Pra flutuar, virou um pássaro.
Com o namorado, ia virar o jogo
E por culpa do sistema, virou maconheira.
Do trabalho, virou escrava
Na faculdade estava virando burro de carga.
Entre as rodinhas, virava piada.
E pra seguir em frente, mais um vira-vira
E nesse momento, só vira-lata.
Pra nas segundas, virar gente.
E na terça virar a página
Pra na quarta virar duas pessoas
E quinta, virar mais café.
Depois de sexta, virou funkeira.
Pra no sábado, virar artista...
E no domingo, -com olhos ainda de ressaca- ir até a sacada e perceber que se caísse aqueles quarenta metros, viraria estrela.
E virou.