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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Para falar das flores


Quase quatro dias
Mais de quatrocentas mil pessoas
Quarenta anos se passaram

A mais perfeita definição de sexo, drogas e rock´n´roll.
O melhor evento da paz e do amor,
dentro da efervescência política sessentista.


Antagonismo do século 20 em forma de cabelão e LSD.
Porque cada um sabe a melhor forma de lutar contra a guerra.
Mesmo que seja não falando dela.
Natureza, guitarra;
Jovens e flores.

Muitas delas.

Um festival sem planejamento, pra compensar o último ano de Janis e Hendrix.


Santana ta de prova.




terça-feira, 12 de agosto de 2008

Eu não sei na verdade quem eu sou !!!


"Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
E sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perceber que a cada minuto
tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência."


(Teatro Mágico)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Orgulho Ferido

Voltou à casa dele àquela tarde com a esperança de que tudo não tivesse passado de um pesadelo. Não soubera, jamais, como se comportar de maneira adequada depois do fim daquela relação.

"... Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho..."

Somente Elis parecia entendê-la. Sozinha dentro do carro, sentia um alívio em escutar alguém que sentia a mesma coisa que ela. Nem que fosse somente uma interpretação. Enquanto ouvia, pensou no rumo que as coisas tomaram depois daquela tarde em que ele destruíra os planos da vida dela com poucas palavras.

"...Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço..."

Deixou o carro em uma vaga estreita. Olhou, viu que estava torto, mas não voltou. "O próximo que for sair, que se dane", pensou.

Caminhou pelo quarteirão até chegar à casa amarela. Em frente àquele portão ele a havia beijado muitas vezes. Ela podia recordar agora cada uma das vezes em que a boca dele encontrara a sua.

Respirou fundo, exitou para tocar a campainha, mas o fez rapidamente.

Ele abriu a porta de bermuda, apenas. Atrás dele, uma mulher, em trajes de dormir.

Ninguém, jamais será capaz de descrever a dor que ela sentira naquele momento. Matá-la. Era esse o instinto que a dominava agora.

Em vez disso, pediu que ele pegasse aquele livro que ela havia esquecido na estante da sala.

Minutos depois, com o livro nas mãos, virou as costas e caminhou chorando até o carro.

"... Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu..."

O rádio parecia entendê-la como nunca. Era o seu melhor amante agora.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Jabá!!!

A partir de hoje a gente SUPER faz um jabá aí do lado ó ----------->
O motivo é simples:
A produção deste clipe foi feita pela Controle Remoto Filmes, amigos nossos...
E eles merecem nosso apoio!

Meninos,
Sucesso!!!

A Controle Remoto Filmes é: Bruno Dias, Bruno Graziano, Cleber Isler, Everton Oliveira, Murilo Costa e Rafael Mattielo

O clipe do Granada estréia sexta-feira, 11 de julho, no MTV OVERDRIVE. [assistam]
E segunda-feira, dia 14 de julho, às 17 horas, no programa "Domínio MTV".

O Making Of do clipe [aqui]



Equipe Modes.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ouro


Me bossa de amor,
Inova a nota e Bossa.
Dança a saudade,
Chega.

Vinicius dá o Tom
Jobim daqui, pau e pedra.

Marias.

Samba baixinho,
No canto dedilhado.
Brasil de lá,

João.

Velhos jovens.
De Elis e Gilbertos.



Cinquenta bodas à Bossa Nossa.




sexta-feira, 20 de junho de 2008

O bom mesmo, é o amor à Bossa-Nova

Amigas, queridas, ouçam o que eu tenho a dizer: é preciso perder um amor. Ok, serve qualquer um. Do tipo insignificante, desses que a gente esconde dentro do bolso da calça. Ou gigante, desses que enchem tanto que transbordam. O importante é simplesmente, perder um amor. (para criar uma casquinha, virar coragem, e resultar em poesia)

Eu sou do tipo que perde o amor no vão do sofá, no meio da sala, ou esqueço dentro do carro, às vezes o meu amor se perde na rua, em plena paulista, sob um sol de 43° graus. E nem ligo se o amor foi adquirido em liquidação, prestação, ou se custou mais de um milhão. Porque todo mundo vai perder um amor de graça, sem cobrar absolutamente nada.

Nos amores à vela, é preciso olhar o mar como quem vai se afundar, acostumar-se com a maresia e o enjôo. É preciso jogar uma rosa (ou catuaba?) para Iemanjá (ou santa Naza?) e esperar. Tai um amor velado.

No labirinto dos dias, é necessário perder um amor. Errar o caminho, bater a cara no vidro e quebrar o mindinho, mas se o amor perdido ainda te deixar fora de órbita, vire uma astronauta, reconstrua satélites e troque a bateria das estrelas apagadas. Descubra novos planetas ou mude de signo. Porque o certo é deixar escapar um amor para entender as fases secretas da lua.

Só que preciso mesmo é perder um amor para merecer a Bossa Nova, o banquinho e o violão. É preciso perder um amor para entender o sorriso e a flor. É preciso ir ao cinema (mas cuidado! No escuro é ainda mais fácil perder um amor), escrever um romance e tomar conhaque. É como é deliciosamente preciso perder um amor no meio de um porre.

É preciso perder um amor em uma curva da estrada - e voltar pra casa dirigindo com cuidado. Não, minhas amigas, não chorem o amor que já saiu correndo, arrumou as malas e voou.. O amor é assim mesmo, cria asas e “Hasta La Vista, Baby”. E nem adianta procurar nos Achados e Perdidos do Metrô o amor esquecido às seis da tarde. Perdeu, perdeu. Entende a poesia?

Agora, Pense comigo, perder um amor é como cortar o cabelo. Um dia, ele cresce de novo - e a gente sempre fica melhor com um corte mais curto, né? Além do mais, é preciso perder um amor para que alguém encontre. Esse é o ciclo.

É preciso perder um amor para se sentir pior, melhor, dividido e inteiro. Tudo isso ao mesmo tempo.

E sem querer abusar do Fernando Pessoa, “Navegar é preciso, viver, não é preciso”.

Eta, precisão!

terça-feira, 17 de junho de 2008

De volta


Entramos e logo me conforto com duas doses de “Take in Sky”
(PUBs nunca escrevem CATUABA no cardápio)

Doors, Credence, Beatles.
Beatles, Stones, Hendrix.
Hendrix, Pearl Jam...

- Ei, cadê minha amiga?

Pergunto em vão a algum imaginário.
Era o terceiro “Take in Lye”.
Repasso todos os cantos num olhar.
Em vão.

- Com licença, como é o nome dessa bebida que...
- “Fake in Bye”. Minha quarta.
- Prazer, Bobby McGee.

Sim, o álcool é alucinógeno.
Bobby McGee.
O mesmo sorriso combinado.

- “Busted flat in Baton Rouge, waitin' for a train..”

Cacete. A minha música. O nome dele.
Violão que começa baixo, convence os casais ao lado.

- Vou para pista!

Ele me segue.
No som, na bebida, na cintura.
Os anos remetem às notas,
Paradoxal.
Leve, intenso, fixo.

- Vamos ao quinto “Fffake in Cry”, Bobby?
- Me espera?

.
.
.

Seu copo esquenta mais que os minutos em minha mão.
Treze acordes depois, o salão esvaziava.
Como se voltássemos a Salinas.


Freedom's just another word for nothin' left to lose
Nothin', an' that's all that Bobby left me
Feelin' good was easy, Lord, when he sang the blues
Feelin' good was good enough for me
Good enough for me and my Bobby Mcgee.


*a verdadeira história por trás de “Me and Bobby McGee” – Janis Joplin.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Estava à toa na vida e o telefone tocou...


- Alô! Eu gostaria de falar com a Maria.
- Aqui não tem ninguém com esse nome. Quem fala?!

- Aqui é o Julinho, Julinho de Adelaide.
- Julinho?! Oooooi, quanto tempo, querido! Lembra de mim? Yolanda!

- Desculpe, deve ter havido um engano.

- Ah, não! Vai dizer que você não lembra das nossas travessuras das noites eternas?!

- Olha, a senhora deve estar me confundindo.
- Bandido! Até meu pai você desafiou! “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”, lembra?

- Eu não sei mais o que dizer.
- Eu te perdôo por fazer essas perguntas que em vidas que andam juntas ninguém faz. Afinal, o meu amor tem um jeito manso que é só seu.

- Eu realmente peço desculpas pelo engano.
- Então é isso? Nunca mais romance, nunca mais cinema, nunca mais drink no dancing?

- Não, senhora. Eu peço desculpas pela ligação.
- Eu sei, agora serei uma louca a perguntar “o que é que a vida vai fazer de mim”. Você me fez promessas.

- Senhora, isso é apenas um mal entendido.
- Não pode ser. Você disse que faria bonito, que faria careta e trapaça, que faria cartaz. E eu tinha, cá pra mim, que agora, enfim, eu vivia, sim o grande amor! MENTIRA!

- Eu preciso desligar.
- Tudo bem. Mas você ainda vai me seguir aonde quer que eu vá, você vai me servir, você vai se curvar!

- Tomara que a senhora melhore.
- Não! Dá tua mão, olha pra mim! Não faz assim, não vai lá, não!

TU TU TU TU TU TU...

- Pois é. Fica o dito e redito por não dito.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O que ele diria...


- “Como as pedras imóveis na praia eu fico ao teu lado, sem saber que os amores que a vida me trouxe e eu não pude viver..”
- Pô, Raul, que deprê..
- Todo mundo precisa disso, bicho.
- Disso o que?
- De uma fossa. E de um porre também.
- Prefiro o porre.
- Mulheres são fracas.
- São realistas. É que esse papo de metamorfose ambulante... isso não existe não.
- Não mesmo. É uma bela ilusão ser ambulante.
- Eu não quero isso não.
- Eu até quero. Mas antes, peça a conta. Aliás, tá afim de conhecer meu amigo Nestor?
- O de agronomia?
- Há problemas?
- Não. Só acho que ele não "contribui para o meu belo quadro social".
- Você vai gostar. O cara é anos 60 puro.
- Aprendeu a me convencer, hein.
- Eu sou astrólogo e você precisa acreditar em mim.


E é assim que o cabeludo segura a mão daquela de marrom-opaco,
Sentam-se à mesa de madeira
Um agrônomo não entende os leads;
Os comunicadores só freqüentam o interior por puro lazer.
Mundos tão distantes. Ali, dividindo a mesma cadeira.
O mesmo prazer.
Uma música recém-criada no violão.
Enrolam, falam, acham graça.
Das conversas que costuram a madrugada.


- Eaí, como foi ontem?
- Essencial.
- Imaginei. Hoje vi você surgir ao meu lado no caderno do colega Nestor.


A história por trás de “Tu és o MMDC da minha vida”
Participação de:
* Ouro de Tolo
* Al Capone
* Metamorfose Ambulante