Site Meter Projeto Modes - Encheu? Joga Fora!: Luiza
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sábado, 24 de janeiro de 2009

A Cerveja e o Vinho

Enquanto entornava a lata suada e a cerveja estupidamente gelada descia pela garganta seca, pensava que alguns amores eram como aquela bebida. Um rompante, um momento. Algo que se bebe rápido e em um só gole. Dois ou três talvez. Mais do que isso é tempo suficiente pra cerveja esquentar. E cerveja choca ninguém bebe. Amor choco ninguém quer.

As grandes paixões são bebidas assim, num só gole. Esvazia-se a lata de uma vez, porque se esquenta, ninguém bebe o resto. Fica ali, aquele fundo de lata que nem é mais tão atraente.

Mas há um outro tipo de amor. Aquele que ele não se permite beber com medo da dor de cabeça no dia seguinte. O amor que é como vinho. Envelhecido em barril de carvalho.

Aquele que fica na estante, numa linda e impecável garrafa que nunca é aberta.

Não falta a ânsia de abri-lo e bebê-lo todo de uma vez, mas a coragem. Uma vez arrancada a rolha, a bebida pode azedar. E ao tirar aquela relíquia da prateleira, corre-se o risco de perder o encanto da sala inteira.

Enquanto ele vira a lata de cerveja barata na sala com os amigos, olha pesaroso para o vinho na estante. Mas é menos trágico perder o fundinho de dezenas de latas a deixar que aquele precioso vinho azede.

Todos os dias, bebem-se muitos amores corriqueiros, com medo de se entorpecer do mais profundo de todos os sentimentos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Bentinho

** Já que a moda é falar de Dom Casmurro, deixo aqui algumas impressões minhas sobre os seguidores de Bento Santiago.
Quem não assistiu à minissérie Capitu ontem, assista hoje. Está muito bem feita e lindamente adaptada à TV.

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Então ele a imaginava a se pintar. De vermelho nos lábios, de preto nos olhos, um rosado leve nas maçãs do rosto. As maçãs. Aquelas mesmas que ele tantas vezes já beijara carinhosamente.

Ele não podia suportar.

Então ele a imaginava a se vertir. Aquele vestido curto que a deixava com as pernas à mostra. E pensava quantos homens teriam a oportunidade de ver aquelas pernas. O mesmo vestido que a deixava com um dos ombros nu. Apenas um, por onde ele gostava de deslizar seus dedos leves sobre a pele dela.

Ele não podia suportar.

Então ele a imaginava a arrumar os cabelos. Prender, soltar. Aquelas mechas em que ele tantas vezes havia sentdo um perfume que em nenhum outro lugar jamais sentira. E ela agora prendia e soltava para que outro cheirasse.

Ele não podia suportar.

Então ele a imaginava abraçando e beijando outros homens. E pensava em quantos a haviam visto nua. E para quantos teria voltado aquele sorriso pueril e cheio de malícia ao mesmo tempo. Aquele sorriso que chegava a ser felino.

Ele não podia suportar.

Então ele imaginava a si mesmo, um homem capaz de tantas fantasias por não se conformar em ter deixado ir a única mulher que o amara sinceramente. Deixou-a por tão pouco. E não só a ela, mas à sua felicidade. Ele abandou a felicidade. Condenou-se a uma vida mesquinha e pequena.

Ele não podia suportar.

Então ele preferia imaginar que ela era uma qualquer. Desta forma, tudo era mais fácil.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Perfume


Desde a última vez em que o abraçou, naquela tarde chuvosa do mês de maio, jamais havia encontrado ninguém que usasse aquele perfume. Um aroma forte e único, que ela não saberia dizer essência do quê. Lembrava-se de tê-lo respirado fundo como se pudesse guardá-lo consigo, mas de tê-lo sentido se esvair por não conseguir prender todo aquele ar.

E ela admitia: Nos primeiros dias procurou incansavelmente em cada abraço, em cada frasco, em cada brisa, ainda completamente entorpecida daquele odor envolvente.

Mas ela sabia, toda droga causava, depois da euforia, uma depressão aguda e dolorida. Um mês, dois, três, quarenta novos cheiros em pelo menos vinte novas nucas que beijou em madrugadas regadas a muito álcool. Uma ou duas vezes ela teve a impressão de sentir aquele perfume de novo, mas sabia que disso não passaria: uma impressão tola de quem vê uma cascata num deserto imenso.

Sabia agora, como quem sabe que um dia morrerá, que ele nunca usara nenhum perfume. Era desleixado e ranzinza demais para isso. Aquele cheiro que a deixava tonta, o mesmo que ela buscava incessantemente em todos os abraços, era o cheiro dele, o cheiro da pele dele. E essa fragrância é aquela que ninguém jamais poderia manipular.

E para esquecer, o cheiro do conhaque lhe bastava.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dieta do Amor

O Texto a seguir foi escrito em parceria por Luiza e Paula.



Acordei com a sensação crônica da burrice de todos os meus iguais: Ninguém sabe, e jamais saberá, como é que se faz para preservar o amor. Se subentendermos, então, que o amor tenha prazo de validade, poderíamos comparar o mais famoso sentimento do mundo como quem vai ali, no mercado da esquina, e compra doce de leite, salgadinho e a lasanha congelada.


A gente até tenta se precaver para tentar prolongar a existência do amor. Os químicos inventam novas embalagens a vácuo, sacos plásticos com fecho especial e mil formas de se manter em congelamento prolongado. Além, é claro, daquele monte conservantes que fazem mal (e a gente sabe que faz), mas que nos dão a sensação de um amor saudável e comestível.

Há táticas de avó que também podem ser consideradas infalíveis. Não adianta, por exemplo, experimentar o amor com a colher e depois voltá-la à panela. Acredite, azedará todo o amor que sobrou da receita. Ah! Guardar aquele amor antigo na geladeira prolonga o uso, mas faz perder o sabor. Nesse caso, cabe ao degustador saber se vale a pena ingerir.

E é para adequar-se a essa difícil realidade que algumas pessoas engolem de uma vez só todo o amor que podem. Mas estes, coitados, esquecem-se, que o organismo também descarta os restos mortais daquele amor ingerido às pressas. Algumas horas, um dia inteiro, dois no máximo. O amor vai embora do mesmo jeito.

Existem, também, os que preferem devorar aquele amor estragado, podre e fedorento a deixar de senti-lo dentro de si. Preferem o amor que provoca o vômito a amor nenhum. E essa pessoas o engolem, vomitam, agonizam e, por fim, acabam se alimentando desse mesmo amor outra vez e mais uma, e outra.

Se raspas e restos interessarem, existe ainda aquele amor que se espalha pelo chão, se derrama por toda a extensão do ambiente. Quem preferir tomar desse amor, terá que mastigar bem o orgulho, engolí-lo e, só então, abaixar-se e recolher do chão aquelas sobras sujas que tanto desejam, antes que tudo derreta.

Tem aquele amor caviar. Ninguém gosta, mas é uma questão de status. Esse amor é degustado no "hight societ". A verdade é que ninguém aprecia, mas engole para que outros admirem o bom gosto do degustador. Esse amores possuem um prazo de validade ainda mais curto, dura apenas o período da festa, depois, é só aguardar a reação imediata no organismo. Aquela repulsa incontrolável.


Aos saudáveis, vale o amor sem tempero algum. A falta do sal, por exemplo, evita problemas do coração. Estou falando daquele prato cheio de um amor morno e sem tempero. Amor sem graça, sem gosto. É claro que esse amor também perece, mas enquanto válido, pelo menos, não faz mal ao portador. Nem bem. Nem nada. E é por isso, que muitas vezes, esse amor é deixado de lado ou consumido simultaneamente com aquele amor salgado encontrado no fundo do armário.

Aos gulosos existem aqueles amores excessivamente doces, aquele amor envolto em chocolate, leite condensado e açúcar. Esse amor causa diabetes, engorda e faz mal. Mas é doce. Esse amor dá dor de barriga, e o prazo de validade sempre sobra. Normalmente, quem o consome logo se sente enjoado e acaba ficando até com vertigem. Mas não importa, esse é o amor mais doce de todos.


E mesmo com tudo isso, triste mesmo, é fazer regime de amor. É contar calorias e deixar de ingeri-lo. Assim como das proteínas, do cálcio, dos carboidratos e dos sais minerais, o corpo precisa do amor. E dificilmente alguém se manterá de pé se não consumir um amor de vez em quando. Ou, nesse caso, se não se permitir consumir pelo amor.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Orgulho Ferido

Voltou à casa dele àquela tarde com a esperança de que tudo não tivesse passado de um pesadelo. Não soubera, jamais, como se comportar de maneira adequada depois do fim daquela relação.

"... Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho..."

Somente Elis parecia entendê-la. Sozinha dentro do carro, sentia um alívio em escutar alguém que sentia a mesma coisa que ela. Nem que fosse somente uma interpretação. Enquanto ouvia, pensou no rumo que as coisas tomaram depois daquela tarde em que ele destruíra os planos da vida dela com poucas palavras.

"...Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço..."

Deixou o carro em uma vaga estreita. Olhou, viu que estava torto, mas não voltou. "O próximo que for sair, que se dane", pensou.

Caminhou pelo quarteirão até chegar à casa amarela. Em frente àquele portão ele a havia beijado muitas vezes. Ela podia recordar agora cada uma das vezes em que a boca dele encontrara a sua.

Respirou fundo, exitou para tocar a campainha, mas o fez rapidamente.

Ele abriu a porta de bermuda, apenas. Atrás dele, uma mulher, em trajes de dormir.

Ninguém, jamais será capaz de descrever a dor que ela sentira naquele momento. Matá-la. Era esse o instinto que a dominava agora.

Em vez disso, pediu que ele pegasse aquele livro que ela havia esquecido na estante da sala.

Minutos depois, com o livro nas mãos, virou as costas e caminhou chorando até o carro.

"... Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu..."

O rádio parecia entendê-la como nunca. Era o seu melhor amante agora.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Sobre amores, doces e dores de barriga...

A panela começou a fazer pressão às 00h25 de uma noite de terça-feira. Floriana chegara em casa de saco cheio da faculdade, do volume de trabalho e dos dias cansativos que vinha tendo. Jogou-se no sofá, procurou algo de bom na televisão, mas nada interessou. “Tchiiiiii”, ela escutava lá na cozinha enquanto tentava relaxar em conversas bobas com os amigos na internet.

Esperou 20 minutos, foi até a panela de pressão, desligou o fogo e esperou até que pudesse retirar a lata de leite-moça que ali estava em banho-maria.

Assim que a panela esfriou, retirou a lata. Floriana pracisava esperar mais um pouco, agora para que a própria lata esfriasse. Lembrou-se que se sua avó estivesse ali, ela recomendaria mais uma espera, para não comer o doce quente.

Floriana tinha dores de barriga quase todas as vezes que ingeria brigadeiro ou doce de leite quentes. Não se importava. O prazer de comer o doce quentinho enquanto estava com vontade era compensador.

Floriana acabara de ver que o amor é um imenso pote de doce de leite. O banho-maria, a pressão, a ansiedade de abrir a lata, o prazer de degustar e, sim, muitas vezes a dor de barriga.

Mas Floriana tinha uma certeza: a degustação de uma colherada valia um dia inteiro com a dor de barriga.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Estava à toa na vida e o telefone tocou...


- Alô! Eu gostaria de falar com a Maria.
- Aqui não tem ninguém com esse nome. Quem fala?!

- Aqui é o Julinho, Julinho de Adelaide.
- Julinho?! Oooooi, quanto tempo, querido! Lembra de mim? Yolanda!

- Desculpe, deve ter havido um engano.

- Ah, não! Vai dizer que você não lembra das nossas travessuras das noites eternas?!

- Olha, a senhora deve estar me confundindo.
- Bandido! Até meu pai você desafiou! “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”, lembra?

- Eu não sei mais o que dizer.
- Eu te perdôo por fazer essas perguntas que em vidas que andam juntas ninguém faz. Afinal, o meu amor tem um jeito manso que é só seu.

- Eu realmente peço desculpas pelo engano.
- Então é isso? Nunca mais romance, nunca mais cinema, nunca mais drink no dancing?

- Não, senhora. Eu peço desculpas pela ligação.
- Eu sei, agora serei uma louca a perguntar “o que é que a vida vai fazer de mim”. Você me fez promessas.

- Senhora, isso é apenas um mal entendido.
- Não pode ser. Você disse que faria bonito, que faria careta e trapaça, que faria cartaz. E eu tinha, cá pra mim, que agora, enfim, eu vivia, sim o grande amor! MENTIRA!

- Eu preciso desligar.
- Tudo bem. Mas você ainda vai me seguir aonde quer que eu vá, você vai me servir, você vai se curvar!

- Tomara que a senhora melhore.
- Não! Dá tua mão, olha pra mim! Não faz assim, não vai lá, não!

TU TU TU TU TU TU...

- Pois é. Fica o dito e redito por não dito.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Se ele se chamasse Isabella...

Foi durante a tarde de uma quarta-feira fria, parado diante do computador, que Diógenes, um cidadão comum, com hábitos comuns, começou a questionar a ordem e a posição em que as coisas acontecem.

Vira durante a noite o Willian Bonner falar por minutos seguidos, que para ele pareciam horas, sobre o caso da menina Isabella, que o pai teria jogado do sexto andar do prédio em que mora.

Ao saber do fato, Diógenes fez uma expressão de espanto, mas ficou apenas um pouco surpreso com a forma como a criança morreu. Não era problema dele. Afinal, não tinha filhos e residia em um sobrado. Nada tinha a ver com Isabella.

No entanto, até dormir, não parou de pensar na situação em que o pai da garota se encontrava. Lembrou, então, de que apesar de morar em uma casa térrea, trabalhava no 13º andar de um edifício na Avenida Paulista.

O rapaz decidiu não censurar e muito menos condenar a atitude do pai da garota.

"Diógenes, onde está o relatório que eu pedi?" - pergundou Ubaldo, seu chefe, rasgando seu raciocínio.

"Estará pronto em um minuto" - respondeu o reles empregado.

Diógenes olhou pacientemente seu chefe sair resmungando da sala em direção ao seu computador, onde, provavelmente, havia um jogo do UOL aberto enquanto Diógenes trabalhava. Terminou o relatório, imprimiu três cópias e colocou-os onde a educação mandava.

Hora de ir para casa.

A noite correu tranquila.

No dia seguinte, as 9h30 da manhã, um homem se estatelou na calçada da Avenida Paulista. Era o chefe da microempresa que funciona no 13º andar.

domingo, 4 de maio de 2008

Floreia, Floriana!

Floriana aprendeu cedo que para ser aceita entre os amiguinhos da escola precisava de três coisas: cabelos lisos, uma bolsa da moda e muita arrogância.

Floriana passava as manhãs tentando alisar os cabelos cacheados, as tardes tentando aprender a ser arrogante, como queriam que ela fosse, e as noites dizendo aos seus pais que aos 7 anos de idade, precisava de uma bolsa da moda.

Floriana não tinha quem trocasse papéis de carta com ela. E ninguém queria brincar de adoleta.

Floriana ganhou a bolsa da moda, mas ainda não tinha os cabelos lisos, nem a arrogância necessária para se integrar.

Floriana quis uma chapinha. E teve. De tanto vê-la chorar, sua mãe a presenteou com uma máquina de alisar.

Floriana tinha agora os cabelos lisos e a bolsa da moda. Só não conseguira ainda ser arrogante.

Floriana queria andar com Jacinta e Lindonéia. Todos admiravam Jacinta e Lindonéia. Elas eram arrogantes, tinham os cabelos lisos e bolsa da moda.

Floriana, um dia, saiu daquela escola. Deixou pra trás a bolsa, o cabelo, Jacinta e Lindonéia.

Floriana procurou não lembrar mais das inúmeras vezes em que fora humilhada por não ser arrogante.

Floriana encontrou a paz.

Floriana hoje usa a bolsa que quer, o cabelo que gosta e só mal-trata quem merece.

Floriana Floreou!

Floriana deve isso a Jacinta e Lindonéia.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Brindemos! Agora e para sempre: Amém!

Eu acordei quase como um Renato Russo, com vontade de celebrar a estupidez humana e a estupidez de todas as nações. Mas decidi celebrar mesmo a sabedoria daqueles que sabem que no auge da embriaguez é que atingem o ponto máximo de suas consciências.

Viva a sociedade alternativa, mas viva Raul Seixas, que em suas noites entorpecidas, falava de prefeitos assassinados e de amores promíscuos.

Quando eu era criança, me fizeram acreditar que o álcool e as drogas nos tiravam da realidade. É mentira. Os pais nos mentem por medo e cuidado para que nunca cheguemos a ver o mundo como realmente é. E para que nunca enxerguemos que enquanto brindamos à cultura com nossos amigos, alguém recolhe nossas latas aos nossos pés.

Os pais nos educam para isso, porque assim eles foram educados.

Eles não querem que vejamos que no domingo, às 5 horas de uma madrugada nebulosa e difusa pelo álcool, as prostitutas saem do trabalho, os motoristas de ônibus iniciam suas jornadas e as crianças já pedem esmolas.

Alguns falham. Seus filhos descobrem o mundo mais rápido e correm às praças das grandes cidades para mostrar que gostam de causar incômodo e surpresa naqueles que ainda fecham os olhos para o que é realmente chocante.

A noite é inimiga dos pais porque mostra aos seus filhos o mundo como realmente é.

Um brinde ao Cazuza. Porque só as mães são felizes.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sobre ser mais que peitos...

Mulher gosta de ser bem tratada. Qual é o segredo nisso?! Que levante a mão aquela que se sente bem ao ouvir, enquanto caminha pelas ruas de qualquer cidade, aqueles ruídos estranhos do tipo: “ishhhh, ufff, aaaah”. Não dá pra saber o que é pior. Se é quando eles se limitam às onomatopéias ou quando fazem questão de soltar elogios do tipo “Que delícia!”.

Essas grosserias quase sempre vêm acompanhadas de um olhar daqueles são lançados na esperança de que tiremos a roupa. Será que eles pensam mesmo que faríamos isso? E pior: Será que eles acham que isso é elogio que se faça e que nos deixa feliz?

A sensação de ser vista como um pernil na vitrine do açougue é terrível. E não é preciso fazer nada pra que isso aconteça. Basta não ser portadora de um pipi. A impressão que eles dão é que só saem de casa quando estão no cio. Aí chegam perto com aquele puta cheiro de gambá, achando que abafam!

Isso enche, viu! Joguem fora, Nazas do meu Brasil!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Eu não sou ciumenta!

Toda mulher já sentiu, pelo menos uma vez, a vontade de cercar aquele cara com arame farpado. Pra quem sempre achou que era segura de si, essa sensação chega a ser torturante.

De repente, você se pega pensando nela em vez de pensar nele (Isso é doença!). Tentando imaginar o motivo pra ela ter colocado AQUELA música no orkut, pra ter deixado um scrap dizendo que ta com saudade e perguntado da família no msn.

Aí vem a fase dois: A negação. “Ciúme, eu?! Não mesmo! Sou mais eu!”.

Na fase três, o orkut dela é monitorado diariamente, você torce do fundo do coração pra que ela seja feliz com o namorado e SUMA da vida dele. Mesmo que ela já tenha quase sumido mesmo. Ao mesmo tempo, você xereta a página do pseudo-corno e pensa: “você não vai fazer nada mesmo, né?!”.

Pronto: O orkut virou uma arma perigosa! Você se sente uma mulher desequilibrada, insegura, gorda e feia!

E ainda vai piorar. Chega a hora em que você vai querer a tal mais próxima (meus amigos perto, meus inimigos ainda mais perto) e que o fato de não haver essa proximidade entre eles, vai te incomodar. Dá pra entender? Não, né?

Ah... Encheu, to jogando!